quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O FILHO PRÓDIGO E AS CONSEQUÊNCIAS DA SEPARAÇÃO




A saída do filho pródigo da casa do pai trouxe-lhe várias conseqüências indesejáveis, como por exemplo:
+ A SENSUALIDADE: “... Ali viveu uma vida cheia de pecado...” (Lucas 15:13). Considerando que o pai nesta parábola representa Deus, podemos afirmar com certeza que, aquele que sai da presença de Deus torna-se uma alma indefesa e, tentado pelos seus próprios desejos, é seduzido e arrastado como escravo do pecado.
+ DESTRUIÇÃO ESPIRITUAL: “... o filho pródigo já havia gastado tudo...” (Lucas 15:14). Este texto sinaliza que o filho pródigo havia caído de vez no mundanismo. As obras da carne eram patentes em sua alma, em estado de morte espiritual. A imoralidade sexual, a impureza, as ações indecentes, e muitas coisas mais, abomináveis aos olhos de Deus, era o que fazia parte de sua vida.
Aquele que sai da presença de Deus e cai numa situação dessas, certamente tem vontade de pedir que a escuridão o esconda e que em volta dele só existam trevas; mas isso de nada adianta porque para Deus, o Pai, a escuridão não é escura, e a noite é tão clara como o dia.
Deus está em todos os lugares e sabe todas as coisas. Ninguém consegue fugir da face de Deus. Aquele pai da parábola representa o Pai celestial que está atento a tudo, e espera que seu filho rebelde vença a crise, decidindo pela volta à casa paterna.

Oremos: Pai de amor e de misericórdia! Aprendemos na tua palavra que o homem que endurece o seu coração acaba saindo da tua presença e atraindo maldição sobre si; por isso é feliz, muito feliz, aquele que continuamento teme o teu nome. Que nossa vida, no seio da Igreja, e no seio da nossa família, seja exortando uns aos outros para não sairmos da tua presença, a fim de não enfrentarmos o engano do pecado. Oramos em nome de Jesus.
Adolpho Salgado

sábado, 12 de janeiro de 2013

O FILHO PRÓDIGO SEPARADO DA CASA DO PAI



“Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante; e lá desperdiçou os seus bens vivendo irresponsavelmente” (Lucas 15:13).

Considerando que o pai nesta parábola representa Deus, o nosso Pai celestial, entendemos que a pior coisa que um ser humano pode fazer é insistir em fugir da presença de Deus, pois as conseqüências são drásticas. A primeira família criada por Deus passou por esta experiência, e trouxe um grande mal para toda humanidade, que pode ser sentida até os dias de hoje. O pecado levou o homem a essa separação. Foi por isso que Deus, motivado pelo seu imenso amor, enviou seu Filho para promover a reconciliação e a volta do homem, à presença de Deus.
Devemos lembrar que quando o pecado da humanidade caiu sobre Jesus, naquela cruz, (Isaías 53:5), ele sentiu a grande dor da separação do Pai. A Bíblia assim diz: “Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactani; que significa: Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste? (Mateus 27:46). Tudo isto aconteceu para que todo ser humano tenha o direito de voltar à casa do pai, o nosso Deus.
É preciso que cada pessoa atente para essa tão grande salvação; e atente também ao dramático apelo de Deus para que todos se reconciliem com ele, pois está escrito: “Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus” (2 Coríntios 5:18-20).

Oremos: Amado Pai celestial! O homem através dos séculos criou religiões e tantos outros meios, a fim de reaver o seu lugar junto a ti. Hoje, no entanto, reconhecemos que Cristo Jesus é a única verdade e único caminho para voltar a ti. Por isso podemos dizer “ai de nós se não atentarmos para essa tão grande salvação”.  Expressamos a nossa eterna gratidão e oramos em nome de Jesus.
Adolpho Salgado

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O FILHO PRÓDIGO E SEU EGOÍSMO



“Não muito tempo depois, o filho mais novo reuniu tudo o que tinha, e foi para uma região distante...” (Lucas 15:13).

O filho pródigo sentiu cócegas no seu ego, e cheio de amor pelos seus próprios bens e sem nenhuma consideração aos interesses de outros, pegou a quantia que lhe cabia como herança e deixou a casa do pai. O egoísmo o escravizou e o fez separar da casa paterna.
O egoísmo sempre traz sérios problemas a si mesmo e às pessoas do seu convívio. O povo de Deus, aquele que segue a Cristo, traz em si a semente do altruísmo, o oposto ao egoísmo; é um povo que tem o coração de servo. “Nisso conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos. Se alguém tiver recursos materiais e, vendo seu irmão em necessidade, não se compadecer dele, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1 João 3:16-17).
Cristo que é Senhor e pastor supremo da Igreja identifica-se com aqueles que têm fome, com os que têm sede, com aqueles que precisam ser acolhido. Identifica-se, também, com aqueles que precisam de roupas, ou que estão enfermos, ou ainda, com aqueles que se encontram aprisionados, de alguma forma.
Está escrito que, quando Jesus vier em sua glória, àqueles que com o coração compassivo atender a estes necessitados, ele dirá: “Venham benditos do meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram” (Mateus 25:34-36). Por isso. no meio do povo de Deus não há lugar para o egoísmo, e ninguém tem vontade deixar a casa do nosso Pai celestial.

Ore: Amado Pai celestial! Dá-me um coração compassivo como o coração do seu amado Filho, Cristo Jesus; e, seja exterminada da minha vida cristã, toda semente do egoísmo. Em nome de Jesus.
Adolpho Salgado

domingo, 6 de janeiro de 2013

O FILHO PRÓDIGO E SUA OBSTINAÇÃO



O que faz a pessoa deixar a casa do pai, onde tem todo conforto, segurança, comunhão, deleites, e muitas coisas mais? O que faz a pessoa deixar tudo isto e se lançar nas trevas mundanas? Com esta mensagem, O Filho Pródigo e sua Obstinação, estamos começando uma série acompanhando os passos do filho pródigo, na sua peregrinação pelo mundo; analisando os motivos do seu afastamento da casa paterna, suas conseqüências, seu sofrimento, seu arrependimento, sua volta ao pai, sua recepção na casa paterna.
Nas entrelinhas da narração sobre o filho pródigo entendemos que sua saída da casa paterna não se deu num momento, mas sim, após muita insistência, relutando contra os conselhos do pai. Na Bíblia encontramos muitas passagens mostrando pessoas ou nação inteira que experimentaram do fruto amargo da obstinação. Obstinação significa persistência, teimosia.
O profeta Jeremias, por exemplo, alertou a nação judaica contra seu erro deixando de buscar o Senhor para buscar deuses estranhos. Líderes do povo em rebeldia foram duros com o profeta, quando disseram: “Quanto à palavra que nos anunciaste em nome do Senhor, não obedeceremos a ti; antes certamente cumpriremos toda palavra que saiu da nossa boca...” (Jeremias 44:16).
Esta obstinação e dureza de coração levaram o povo ao cativeiro e sofrimento. Nos dias de hoje acontece a mesma coisa; cada vez que, obstinado, resolvemos nos afastar da presença de Deus, nosso Pai, enfrentamos problemas sérios. Obstinação é um dispositivo das forças espirituais da maldade que devemos combater.

Amado Pai celestial! Quantas vezes, por teimosia, virei as costas para ti e experimentei grandes dificuldades em minha vida; tudo porque segui os conselhos do meu coração. Obrigado pela sua paciência para comigo; hoje meu coração e meus ouvidos estão atentos em fazer somente a tua vontade. Oro em nome de Jesus. Amém.
Adolpho Salgado

sábado, 5 de janeiro de 2013

DEUS NÃO DESISTE DE NÓS



No Capítulo 15 do Evangelho, segundo Lucas, há três parábolas que apontam para esta verdade: Deus não desiste de nós.
A primeira parábola (Lucas 15:4-7) diz respeito ao pastor que perdeu a sua ovelha. Ele tinha cem ovelhas e uma delas se desviou do rebanho. Desviou-se porque deixou de ouvir a voz do seu pastor e isto sinaliza rebeldia. Considerando o valor das cem ovelhas juntas, esta que se desviou era de pouco valor, mas o pastor deixou no aprisco as noventa e nove e saiu em busca daquela ovelha que se havia perdida. Quando a encontrou põe nos seus ombros alegremente e volta para o aprisco.
Nessa parábola quem é o pastor? Jesus diz: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10:11). O bom pastor é Jesus; a ovelha perdida representa cada um de nós.
Na segunda parábola (Lucas 15:8-10) Jesus falou da mulher que perdeu a sua dracma. Uma dracma valia menos que um denário, uma moeda de pouco valor. No entanto uma lâmpada foi acesa para que a dracma fosse encontrada; e quando isto aconteceu houve grande regozijo. Nesta parábola a lâmpada que se acendeu representa o Espírito Santo; a Bíblia diz: “Esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e nele não há trevas” (1 João 1:5). O Espírito de Deus traz a luz de Deus. Aquela dracma, tão simples e sem valor, somos nós, eu e você, beneficiados pelo imensurável amor de Deus.
Na terceira parábola (Lucas 15:11-24) Jesus conta a história de um pai que perdeu o seu filho. Aquele filho era muito ingrato, obrigou o seu pai a lhe dar a herança que lhe cabia por direito. Uma herança só é dividida entre os filhos quando o pai morre.
Recebendo esta herança aquele filho enveredou-se pelos atalhos do mundo, numa jornada cheia de frustração e sofrimento. O pai nesta parábola representa Deus, o Pai celestial, que pelo seu grande amor atraiu o filho pródigo, que nesta parábola representa cada um de nós. Está escrito: “Com amor eterno te amei; com benignidade te atraí; atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor” (Jeremias 31:3; Oséias 11:4). Eis nestas três parábolas uma grande verdade: Deus não desiste de nós.
Adolpho Salgado